quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Texto para o curso disseminadores da educação fiscal

Mãos ao alto!
Esta é uma das expressões mais usadas ultimamente na sociedade, e mais banal também, pois brincamos com o vendedor quando algo está caro... "puxa vida que coisa cara, é assalto a mão armada?!".
A revista Scientific American Brasil faz o levantamento da taxa de criminalidade, e acrescenta "os fatores que influenciam as taxas de crimes são muito mais complexos e variados que qualquer indicador econômico". Quando à recessão, como foi em 1929 nos Estados Unidos, não houve pessoas que levantaram da cadeira e disseram hoje eu vou roubar, pelo contrário.
A revista traz também que em uma pesquisa recente entre ligações entre situação econômica e o crime, descobriram que os salários médios e as taxas de desemprego estavam diretamente relacionados a crimes sobre a propriedade: arrombamento, roubo e furto de automóveis.
Já os assassinatos segundo Scientific, não está claro que tem algo haver com as taxas de desemprego ou outros fatores econômicos. Porém consumidores que vão atrás de promoções e descontos em ambulantes estão ajudando no aumento de criminalidade, pois estes ambulantes muitas vezes vendem produtos roubados ou pirateados, assim se a demanda aumenta os incentivos para os criminosos cometerem mais crimes também aumenta.
A revista concluiu que "estudos recente mostra que um estímulo econômico direto pode ser uma saída para a diminuição da taxa de criminalidade".
Acredito que se relacionam educação de casa até a índole da pessoa. Uma pessoa sem índole ela não roubará só dinheiro, mas sim a felicidade do outro, a ganância sempre houve, seja em quais circunstancias.
O Brasil melhorará quando todas as religiões se unirem para que algo aconteça verdadeiramente, uma educação com um olhar para o futuro, onde eu perceba que se eu construo hoje amanhã terei lucro. Vejo nas salas de aulas, desamparo por parte do professor do aluno, vejo que eles não se agarram em nada para um futuro melhor. Mas vejo que sem emprego eles se agarram na forma mais fácil de adquirir "grana", se agarram em armas, furtos ou suicídios. Acho que o Brasil está fazendo uma boa política em todos os setores importantes, mas sozinho, cidadão, governos não conseguiram atingir os objetivos, faremos nós mesmo, seguremos a raiva, pensamos até 10 antes de fazer qualquer coisa que possamos nos arrepender amanhã.
André Luiz Filho

sexta-feira, 24 de julho de 2009

IMPRENSA INDEPENDENTE? NUNCA EM PARANAIBA!

Editorial: Imprensa independente? Nunca em Paranaíba!por: Fernando Machado


Todo veículo de comunicação, seja ele rádio, jornal impresso de internet ou televisivo precisa de uma linha editorial. Esta é responsável pela condução da ideologia imposta pelo editor ao jornal e representa a posição do jornal no que tange as seções como: Política, Esportes, Polícia, Economia e demais editorias.

Embora os jornalistas tenham que seguir a linha imposta por seu editor, muitos subalternos (os repórteres, no caso), se vêem enjaulados em certas ocasiões de matérias barradas por seu editor, diretor ou dono do jornal. Isto porque há interesses maiores do que a matéria - que poderá ferir contratos milionários com políticos, grandes empresas ou até ferir amigos pessoais.

Nas cidades pequenas a grande dificuldade do jornalista é superar os interesses particulares dos donos dos jornais que, em sua maioria, têm interesses políticos e financeiros. Por isso, nunca existirá imparcialidade total nos veículos, pois além de uma linha editorial, uma posição sobre o assunto, existe o lado político. Em Paranaíba, nunca um jornal sobreviveu (com qualidade gráfica, conteúdo plausível e periodicidade) com as próprias pernas. Nem mesmo esta Folha de Paranaíba que vos fala.

Portanto a realidade é contentar-se com um jornalismo parcial (pelo menos no que se refere à política), pois não há como se manter “vivo” sem enveredar-se para o engajamento político ou comercial - mesmo que às vezes subjetivo ao ponto de vista do que desconhece os interesses. Infelizmente o jornalismo político está (sempre) mais para assessoria de imprensa, do que mesmo para jornalismo. E quando não é situação passiva é oposição ferrenha – mas esta última requer muito dinheiro para se sustentar.

Acredito que todos devam tomar uma posição, mas esta tem que beirar ao máximo a imparcialidade e condizer, pelo menos, com os fatos. Porém, a imparcialidade é utopia e não existirá isso em hipótese alguma, por mais próximo que um veículo possa chegar. A faculdade de Jornalismo ensina que as notícias devem conter o máximo de veracidade com pelo menos três versões do fato. Nas cidades pequenas existem veículos que nem chegam ir atrás de uma segunda versão, pois esta não lhes convém de forma alguma e não convém também ao seu maior parceiro, o gestor que o sustenta.

Desta forma, vemos e sempre veremos o jornalismo baseado no “puxa-saquismo”. Isso não é apartidarismo, nem tampouco linha editorial. É parcialidade para o lado que lhe convém, o lado que lhe sustenta. Até podem existir jornalistas na cidade com ideais de imparcialidade, mas estes têm que ficar bem escondidinhos, caso contrário: rua. Os detentores dos veículos estão preocupados com o dinheiro e o jornalismo só permanecerá imparcial nos assuntos que não ferir a política. Aos que foram Braquiara, quatro anos de glória. Aos que foram Mané, que busquem soluções. Aos que foram neutros, parabéns, vocês são os únicos realmente jornalistas e não trabalharam em Paranaíba!

Fernando Murillo Machado é jornalista e escreve à Folha de Paranaíba todos os dias

sexta-feira, 17 de abril de 2009